Pagamento com cartão de crédito: como não sair no prejuízo com a maquininha

Muitos pequenos e microempresários sofrem com o pagamento das taxas das maquininhas de cartão. Essas taxas cobram em média 3% do valor do produto, e podem pesar se o comerciante não tiver um bom planejamento para lidar com elas. Por isso separamos hoje quais as melhores práticas que você pode usar para não sair perdendo ao aceitar pagamentos no cartão.

 

Antigamente, o pagamento com cartão de crédito, débito, boleto ou cheque, ou de quem pagasse com dinheiro deveria corresponder sempre ao mesmo valor, sem alterações, independente do meio de pagamento. Mas em 2017 foi sancionada a Lei Federal (Nº 13.455), que permite que o vendedor cobre diferentes valores de quem realiza outras formas de pagamento que não seja dinheiro. Essas taxas, formalmente chamadas de “taxas de intercâmbio”, podem representar uma despesa considerável para os varejistas caso não saibam repassá-las.

 

Como aplicar um valor maior ao pagamento com cartão de crédito

 

De acordo com o artigo 1º da lei feita 13.455 “fica autorizada a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado”. Isso é ótimo para o prestador de serviços ou lojista, porque ele não receberá o valor no mesmo momento, e ainda tem uma taxa cobrada por cada transação

 

Se o seu cliente quiser realizar o pagamento do seu produto/serviço com cartão de crédito, cartão de débito, boleto ou cheque, é possível cobrar o preço cheio e estabelecer um desconto para pagamento à vista ou no dinheiro.

 

Deixe sinalizado isso, em local visível, que essas formas de pagamento acarretam um custo maior ao bolso do cliente, para que ele não tenha surpresas na hora de fechar a compra.

 

Além disso, para se assegurar de que você não está tomando uma atitude ilegal ocultando isso do cliente, é interessante já deixar sinalizada a porcentagem de desconto caso a compra seja realizada à vista, com dinheiro.

 

No artigo 2º da lei de 2017 é explicado que “o fornecedor deve informar, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos de acordo com o prazo ou a forma de pagamento.

 

Deixando clara a variação de preços, fica à cargo do cliente optar por ter um desconto ao pagar no dinheiro.

É de boa prática já incluir a taxa no preço final do produto/serviço e cobrar a menos de quem pagar no dinheiro. Assim, o cliente nunca sente que está perdendo ao realizar um pagamento com cartão de crédito. Ele sente que está ganhando ao pagar com dinheiro!

 

Quais são as taxas para pagamento no cartão?

 

Se você ainda não escolheu uma maquininha de cartão, nós separamos algumas possibilidades para você comparar o pagamento com cartão de crédito e débito.

 

1- SumUp Top

 

Débito: 1,90% para saldo em 1 dia útil

Crédito à vista: 3,1% (saldo em 30 dias) ou 4,6% (saldo em 1 dia útil)

Crédito parcelado: 3,9% (saldo a cada 30 dias) ou 4,6% + 1,5% por parcela (saldo total em 1 dia útil)

 

 

2- Minizinha NFC PagSeguro

 

Débito: 2,39% com saldo imediato

Crédito à vista: 3,19% com saldo total em 30 dias; ou 4,99% para saldo imediato

Crédito parcelado: 3,79% mais 2,99% ao mês para saldo total em 30 dias; ou 5,59% mais 2,99% ao mês para saldo imediato

 

3- Cielo

 

Débito: 2,39% para saldo imediato na conta digital ou em 2 dias no banco

Crédito à vista: 4,99% para saldo imediato na conta digital ou em 2 dias úteis no banco

Crédito parcelado: 5,59% de taxa inicial mais 2,99% por parcela para saldo total imediato na conta digital ou em 2 dias úteis no banco

 

Gostou desse conteúdo?  Não esqueça de nos seguir no Instagram e no Facebook para mais dicas!

 

Até a próxima

 

Mais conteúdos que podem te interessar:

 

Como ter um bom atendimento ao cliente em 4 passos

 

Como vender mais e melhor

×

Olá!

Precisando de ajuda com o Vendizap? É só clicar abaixo para falar com o Suporte.

× Ajuda